Release

Banda araraquarense com três anos de estrada, trás na bagagem muito experimetalismo sonoros, um visual que atrai até os olhares menos atentos, passagem por mais de vinte festivais pelo Brasil e dois álbuns (“Cá do meio de lá” e “Do fruto, o escracho monumental caramelizado”).

A banda se iniciou com diálogos entre Garboso Pavão, Ell ninho Barone e Gelsner do Mato, este último não prosseguiu. Firmada a concepção foi necessária a busca de pessoas que compartilhassem dos mesmos interesses, neste momento foram convidados para o projeto Kito de Lacosta, Caiubi Mani, Dara Ohdara, Rafael Sabedeuz e Marquinho. Com a trupe formada, estava em pé o picadeiro que circulou por muitas cidades. No caminho caminho tortuoso das estradas, Conra Quequê assume a bateria em lugar de Marquinho, e numa curva mais acentuada Dara e Rafael seguem e partem outra trilha, guiada com os mesmo príncipios mas separados do grupo. De um encontro inusitado surge Márcio Bortô. Cristaliza-se momentaneamente a trupe, formada por nada mais do que seis artistas em busca de anseios comuns. Segue no caminho trilhado a três anos atrás Garboso, Barone, Kito, Caiubi, Conra e Bortô.

Como proposta de trabalho a banda lança no início de 2011 seu segundo álbum “Do fruto, o escracho monumental caramelizado”. Onde semeiam um trabalho de criação e não de reprodução, Os Rélpis dão sentido à bricolagem artística misturando sonoridades que partem da tradição de música popular ao moderno rock, buscando evidenciar o hibridismo musical que compõe a formação musical da banda de forma hilária e cômica, assim retomam aspectos que lembram o tropicalismo e a antropofagia cultural da década de 60. Essa mescla de elementos musicais variados traz também a "quebra" das categorias que definiriam a identidade da banda, podendo, esta, ser chamada de grupo de "rock", ou de "MPB", ou de "baião", ou de ”blues”, mas sendo na realidade, uma nova expressão de toda essa diversidade que não se caracteriza por delimitar-se dentro de um estilo, mas por flutuar entre diversos estilos.

O espetáculo "Do Fruto..." se caracteriza por trazer temas muito variados, sendo desde temas normais e corriqueiros (“pop”), como a paixão de uma pessoa por outra na música “Que coisa não?” , a temas sociais, como a anorexia, o Bullying e a variação lingüística nas músicas “Magrela é pouco” e “Sé de lá”, a até temas “absurdos” (filosóficos), como a relação entre sentir o tempo real e o tempo “psicológico” que engana a noção de tempo real, na música “Algo aí pro tempo”, mas sempre utilizando sátiras e escracho aos consolidados valores culturais como forma de expressão. Deste modo, explora a ambigüidade e os paradoxos dos temas tratados.


Assim, os músicos se colocam na postura de um "brincante", brincando com a sensibilidade sonora dos expectadores. As músicas remetem hora à complexidade harmônica, melódica e rítmica da MPB e do Tropicalismo, hora à simplicidade do Rock Pop dos anos 80, hora a cantigas populares. Mistura estes elementos quase opostos e destoantes numa mesma música a banda causa sensações sonoras “estranhas”, porém doces, que são amplificadas e exageradas através da incorporação do comicismo. E as intenções sonoras do espetáculo partem de uma antropologia do ruído, que é baseada na sensibilidade sonora humana e no contexto sócio-cultural contemporâneo, de forma extravagante, colorida e com “resquícios” dos anos 60, que por si só trazem uma personificação do escracho aos monumentos culturais consolidados em toda a sociedade ocidental.

Um comentário:

  1. Muito Bom! Quem nao conhece ta ai a oportunidade de conhecer garanto q vc vai gostar!

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