O B-SIDE é:


Com todas as parcerias e amizades concretizadas até o dado momento tratando-se de ser um dia de 24 de agosto de 2011, venho por meio deste post lançar e disponibilizar o download deste álbum que nada mais é do que puros divertimentos relpinísticos e agradecimento para as pessoas que estavam, estão e estarão presentes sempre conosco e sendo assim, já aproveito para alimentar as desculpas mais que sinceras à vocês que nos fazem crescer por não termos colocado o nome de cada um no CD lançado: "Do fruto, o escracho monumental caramelizado"!!!


Os Rélpis - B-Side (2011)




Esse CD virtual à ser lançado é o intitulado: "B-SIDE", por que são gravações ao vivo de programas de rádio que fizemos e algumas gravações inéditas que seriam inseridas no "Do fruto..." mas acabaram ficando de fora como a canção chamada: " Meia e Liz" e também as brincadeiras gravadas ao vivo no quartinho de casa utilizando apenas um celular, que são: "Bortô já me dizia", "Humanuménenhum" e "Platão não é mais o mesmo"!

Espero que gostem das bricolagens sonoras do dito cujo CD virtual!

AGRADECIMENTOS: Dara Ohdara, Sabêdeuz e Marquinhos.

Sempre rélpis, rélpis até morrer! Obrigado por serem vocês!

DESCULPAS: Aos já citados nos agradecimentos.

Combo ao fim #9 #10 #11

           E na paz de toda graça chegamos à reta final de nossa empreitada, rumo à Governador Valadares passamos o dia todo sob as 4 rodas, muito sambinha na ponta da língua até não haver mais cantoria lembradas e cair no bom e belo axé de todos os tempos, relembrando nosso tempo de Soweto e Molejo e é claro, Tchan na cabeça. Paramos para um bom almoço na encantada cidade Teófilo Otoni, que muito nos chamou a atenção pelo mercado informal de pedras preciosas que no meio da cidade, em uma praça existe. Interessante foi se encontrar mais uma vez com descendentes de povos pré-colombianos dublando nas inúmeras flautas os álbuns de músicas que vendem, destaque para a música “my heart will go on” do Titanic, que com certeza é a que está à frente nas paradas de sucesso Inca. Viva a globalização que ainda em prantos declara a tristeza em ser neoliberal e que em júbilos de muito acreditar, já é ruina em decadência.
Enfim em terras esperadas abarcamos nosso trem da alegria, ansiosos para ver agora todos em ação no palco: Basura, Nullios Avarus e os próprios da presente página em relato. Muitos foram os planos para a inibição da festança planejada, primeiro se achegou a vigilância sanitária ao espaço junto alguns agentes municipais inspecionando o espaço. Após alguns minutos o representante da Ordem dos Músicos  do Brasil nos dizendo que seria impossível haver show se não tivéssemos carteira regularizada de “Músicos”, e como um combo completo fomos abordados todos pra nenhum senhor de OMB sair ileso de revista, uma blitz gigantesca no bar... Uma zica total, que após momentos de muita apreensão em ver o role todo que estava acontecendo ali, como uma correnteza de maus agouros, saímos ilesos e som na caixa! Heita pega!
Damos os salves a Chico Petrônio que nos acolheu muito bem em sua casa no sítio, heita paz devida e aconchegante, acalentada e recheada com um excelente rango feito por sua mãe.
Acordando em ritmo pegada seguimos ao décimo dia de trabalho da gran tourne, em rumo próximo fomos à Ipatinga, poucos minutos de belíssima paisagem mineira, montanhas de pedra imensas!
O cenário do dia foi em uma escola, seríamos nós todos “amigos do trem da alegria ilimitada” junto aos recém-comparsas de role: “Clube dos Canalhas” que também marcaram sonzera no dia anterior.
A paz foi presente e evento marcado neste dia, interessante, em uma escola municipal irmandade presente, sussa demais.
Chico Petrônio, Coletivo Pé de Cabra, nos acolheu em sua casa, com rango e tudo mais. Manhã com grande café e corpos relaxados, preparados para a boa viajem que se seguiu. Aterrissamos em Aracora às 0 da noite, tendo partido umas 10 de Ipatinga. Ao longo do percursso, deixamos aos prontos de jacaré e com muitas saudades a irmandade encontrada “Basura” e por Ribeirão Preto para deixar Nullios André Avarus, o dr. Guilherme Nullios Blanca repousou conosco por Araraquara...
As reflexões foram muitas, passando por todos os lados, cantos e quem sabe pensamentos, além do próprio alcance e projeção do novo mundo que já se faz e é ao alcance de todos daqueles que se achegam em bom coração. Paz a nós todos, viva o mundo novo, além do solidário, mas mundo “vivo” por ser presente. Evidente e passageiro, que ao pensar em si já foi e quem sabe é, entendimento não disto nem daquilo, mas caminho, processo, entendimento do próprio ser em existência.

Conra Quequê

#6 dançando com #7 i 8 dia

Arreita dia da paz, de muita troca.  Nullius Avarus e Os Rélpis produzindo arte em várias linguagens e suportes, dia de música, desenhos, vídeos e muita apreciação/reflexão. Viva a Universidade livre, produção de conhecimento conjunto. As ideias rumaram à especulações sobre nosso contexto, arte, estética – ética, o ser livre ou reprimido nesta sociedade e as diferenças entre estas realidades, o que é fazer história e ser atuante nela.
É claro, damos louvores à oportunidade que temos hoje de poder começar a visualizar na arte um caminho de vida sustentável, e que para tal se faz necessário o compromisso com a expressividade engajada, não egoísta à condição espaço/tempo, e com a democratização da arte como livre expressão, autentica e independente a todos, a qual imprescindivelmente se faz como resultado da auto e coletiva reflexão.
Entender o quanto que arte é virtude por ser expressão particular é sugerir com ela em sua atividade a compreensão do outro enquanto outro – indivíduo singular – que só se percebe como tal quando se concebe para si em sua condição histórica e postura apreciativa. Atitude que vai além de um gostar ou não gostar, mas sim de visualizar no outro a si próprio, como um outro você.  Quem sabe aí começamos a conversar que estética é simplesmente ética, palavras sinônimas.
Grande salve à Lucas por poder nos receber em sua casa, cedendo seu quarto durante um dia todo, tomamos café e almoçamos juntos.
Logo pela noite a irmandade “Basura” de Sabará chegou para formar a trupe, Priscila, Marcela e Axel, ficamos agora em 11 menestréis. Embarcamos em viajem rumo a Vitória da Conquista, e quem vai se achegando e enturmando a cada curva das milhares de curvas das estradas mineiras com bahianas é Cláudio, nosso motorista, que tem um pé do tamanho de um elefante. Priscila em um dos primeiros diálogos já exclamou a exaltação que passávamos em cada momento “Tamu viajando mais na esquerda do que na direita!”, ao se referir às ultrapassagens, mas é claro que ninguém tira o profissionalismo do irmão que só somou no role.
Chegamos à Bahia ao som dos Recifenhos Nação Zumbi nas caras de Los Sebosos Postizos em que interpretam músicas do carioca Jorge Bem. Que venha a Bahia, ôxe miscelânea cultural!
Vitória da Conquista próximo destino. Interessante perceber as sutilezas das diferenças entre os biomas das regiões em que passamos. O quanto que o Brasil é rico nas diversidades, mas assoladoramente marcado pela monocultura e devastado por escampadões de criação de gado. Me vem à mente uma música que embalou um pouco de nossa noite em vitória da Conquista dos Bauruenses de respeito “Mercado de Peixe” - Terra pra quem quer cultivar.
           Noite que foi recheada de muita convivência e projeções audiovisuais na república Tcheca que acolheu parte de nosso grupo, pois outro ficou em hotel. Começamos a colocar uma interrogação imensa nesta situação (hotéis), pois nestas andanças relpinísticas o que tem sido de maior graça é poder ser acolhido pelos irmãos que nos recebem a maioria das vezes, em suas casas e famílias, honra que não há outra igual. Desta vez damos os Salves à Fernando d’Os Barcos que nos acolheu em sua casa com um ótimo jantar preparativo para la nocthe de danças mil molhada em projeções nervosas na república da galera da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia.
           O dia havia sido suave, com direito a passeio turístico pela cidade harmoniosa e com ares geladinhos, taí o porquê de ser chamada Suíça bahiana, conhecemos o museu e uma praça com patos enormes.
           A grande honra foi a entrevista na rádio da Universidade do sudoeste da Bahia.
           Já no dia seguinte ressaltamos a produção que rendeu o estar junto, fomos ao estúdio da galera d’Os Barcos, onde fizemos um som e criamos uma canção, que no fim das contas foi mais um estudo do que seria a performance do recém criado grupo: NulliOs RelpiSura no palco. Não podemos deixar de ressaltar a tapioca da Bahiana feita pela querida vitoriosa de muitas conquistas Marcela, que nos mostrou que a verdadeira é feita apenas com farinha de tapioca (a que se faz o biju) em uma tijela com açúcar (é claro que a mão bahiana pra misturar os ingredientes é mais que funfamental...), adicionar leite condensado e vualá!
           Bem alimentados, prosseguimos ao estúdio da Band para realizar outra entrevista, tristeza nossa, pois o entrevistador tinha saído de férias e quem estaria no lugar, vai sabá onde estava...
           Que venha o show, o local que não podemos deixar de ressaltar se chama “Sebo Viela” espaço que além de agregar em uma boa sala o Coletivo Suiça Bahiana, é uma casa de show com um ótimo sebo (raridades na praça) e espaço para alimentação, cada espaço da casa é chamado de travessa e tem o nome de um artista negro americano como Billie Holliday, Miles Davis, Jhon Coltrane... Bravos à Renato que mantém a casa numa excelente estica.
           Show excelentíssimo, os senhores Nullios representaram e colocaram a casa aos pulos em seus poemas psicopneumáticos desvairados de uma realidade não distante, ao sugo da guitarra distorcida e energias rítmicas interiores mais que pulsantes, puxantes! Guitarra e bateria preenchendo uma manada de delírios.
           Relpinísticos como sempre, nosso show foi como é de ser, agregando a galera presente, ou melhor sendo agregados por ela. Deixo a deixa de um poema colhido no sebo em um livro que fala do sionismo curdo e declamado durante a brincadeira: “Uma revolucion consiste en mirar una rosa hasta pulverirar-la”, versos propícios ao se apreciar o agradável sebo bar, que apresenta em suas vielas memórias de vidas marcadas pela resistência. Bora descansar que a manhã próxima promete um dia intenso!

Conra Quequê

Maravilhas, em todos aqueles dias!

Maravilhas... sem mais,

do que somos todos nós!

de que somos todos nós!

do que fomos naqueles dias!

(trecho do poema: " Menino Delírio" de Guilherme Garboso; em cor de sangue)

Agradecimentos: Nullius Avarus, Basura e todos os envolvidos!

Um Beijo do Garboso!